domingo, 30 de agosto de 2009

Casal Hippie


Eram umas 5 da madrugada e eu caminhando na estrada procurando um lugar pra ficar, nisso aparece um casal de hippies e me perguntam:

- Você fuma?
- Não.
- Você cheira?
- Não.
- Você come?
- Sim.


Tsc, esse casal trabalhava em um circo que vinha logo adiante da minha caminhada, bem loucos, o estilo de vida largadão, sempre nas nuvens, um estilo de vida em que a cabeça deles vive fora da realidade enquanto a realidade os mata com a fome e a sobrevivência difícil. Pensei em ficar no circo conosco mais prefiro continuar a minha caminhada rumo a alguém ou alguma coisa, rumo a viver a vida.

M.

Charles Bukowski


Mais cerveja, mais sexo, mais mulheres.

domingo, 23 de agosto de 2009

The Cramps

The Cramps foi uma banda de garage punk estadunidense formada em 1973. Sua formação passou por várias mudanças, sendo o casal Lux Interior (vocais) e Poison Ivy (guitarra) os dois únicos integrantes permanentes.
Eles foram parte dos primórdios do
movimento punk no CBGB, em Nova York. Por serem a primeira banda conhecida a misturar punk com rockabilly, o Cramps é considerado um precursor do estilo psychobilly, assim como do garage punk.
As músicas do Cramps tratam de temas como
filmes-B de horror, fetichismo e assuntos relacionados, com apresentações bastante teatrais.
Em
4 de fevereiro de 2009, Lux Interior morreu no Glendale Memorial Hospital em Glendale, Califórnia, vítima de problemas cardíacos. (Wikipédia)

Álbuns
Gravest Hits (
1979)
Songs the Lord Taught Us (
1980)
Psychedelic Jungle (
1981)
Smell of Female (
1983)
Off The Bone (1983)
Bad Music for Bad People (
1984)
A Date With Elvis (
1986)
Rockin n Reelin in Auckland New Zealand (
1987)
Stay Sick (
1989)
Look Mom No Head (
1991)
Flame Job (
1994)
Big Beat From Badsville (
1997)
Fiends of Dope Island (
2003)
How to make a Monster (
2004)

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Street Chaves (Jogo)


Vi esse jogo no blog do Zero e baixei, morri de rir!!!
Street Chaves é um jogo de luta no estilo Street Fighter, mas, com os personages e cenários do Chaves (El Chavo del 8) criados pelo grande Chespirito... Neste jogo é possível escolher os principais personagens do seriado mexicano e lutar com os demais nos mesmos cenários em que os episódios foram gravados.
Cada personagem possui golpes próprios que variam de socos, chutes, voadoras e projéteis... Ao escolher um personagem, você deverá lutar contra 7 adversários e então enfrentar o último adversário (que varia de personagem para personagem)... Assim como no Street Fighter, é possível jogar contra um amigo e disputar lutas individuais. O jogo Street Chaves já foi publicado em jornais como o Estado de São Paulo e Jornal da Tarde, na revista EGM e em diversos sites da Internet.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

The Who - PopArt.


Eles não inventaram o sentido da cultura Mod, mas eles a espalharam pelo mundo até que esse sentido me atingisse. Não era a intenção deles me atingirem com esse sentido, mas isso aconteceu. É o que importa!!! *_*

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Para Maria da Graça / Paulo Mendes Campos


Agora, que chegaste à idade avançada de 15 anos, Maria da Graça, eu te dou este livro: Alice no País das Maravilhas.Este livro é doido, Maria. Isto é: o sentido dele está em ti.Escuta: se não descobrires um sentido na loucura acabarás louca. Aprende, pois, logo de saída para a grande vida, a ler este livro como um simples manual do sentido evidente de todas as coisas, inclusive as loucas. Aprende isso a teu modo, pois te dou apenas umas poucas chaves entre milhares que abrem as portas da realidade.A realidade, Maria, é louca.Nem o Papa, ninguém no mundo, pode responder sem pestanejar à pergunta que Alice faz à gatinha: "Fala a verdade Dinah, já comeste um morcego?"Não te espantes quando o mundo amanhecer irreconhecível. Para melhor ou pior, isso acontece muitas vezes por ano. "Quem sou eu no mundo?" Essa indagação perplexa é lugar-comum de cada história de gente. Quantas vezes mais decifrares essa charada, tão entranhada em ti mesma como os teus ossos, mais forte ficarás. Não importa qual seja a resposta; o importante é dar ou inventar uma resposta. Ainda que seja mentira.A sozinhez (esquece essa palavra que inventei agora sem querer) é inevitável. Foi o que Alice falou no fundo do poço: "Estou tão cansada de estar aqui sozinha!" O importante é que ela conseguiu sair de lá, abrindo a porta. A porta do poço! Só as criaturas humanas (nem mesmo os grandes macacos e os cães amestrados) conseguem abrir uma porta bem fechada ou vice-versa, isto é, fechar uma porta bem aberta.Somos todos tão bobos, Maria. Praticamos uma ação trivial, e temos a presunção petulante de esperar dela grandes conseqüências. Quando Alice comeu o bolo e não cresceu de tamanho, ficou no maior dos espantos. Apesar de ser isso o que acontece, geralmente, às pessoas que comem bolo.Maria, há uma sabedoria social ou de bolso; nem toda sabedoria tem de ser grave.
A gente vive errando em relação ao próximo e o jeito é pedir desculpas sete vezes por dia: "Oh, I beg your pardon" Pois viver é falar de corda em casa de enforcado. Por isso te digo, para tua sabedoria de bolso: se gostas de gato, experimenta o ponto de vista do rato. Foi o que o rato perguntou à Alice: "Gostarias de gato se fosses eu?"Os homens vivem apostando corrida, Maria. Nos escritórios, nos negócios, na política, nacional e internacional, nos clubes, nos bares, nas artes, na literatura, até amigos, até irmãos, até marido e mulher, até namorados todos vivem apostando corrida. São competições tão confusas, tão cheias de truques, tão desnecessárias, tão fingindo que não é, tão ridículas muitas vezes, por caminhos tão escondidos, que, quando os atletas chegam exaustos a um ponto, costumam perguntar: "A corrida terminou! mas quem ganhou?" É bobice, Maria da Graça, disputar uma corrida se a gente não irá saber quem venceu. Se tiveres de ir a algum lugar, não te preocupe a vaidade fatigante de ser a primeira a chegar. Se chegares sempre onde quiseres, ganhaste.Disse o ratinho: "A minha história é longa e triste!" Ouvirás isso milhares de vezes. Como ouvirás a terrível variante: "Minha vida daria um romance". Ora, como todas as vidas vividas até o fim são longas e tristes, e como todas as vidas dariam romances, pois o romance só é o jeito de contar uma vida, foge, polida mas energeticamente, dos homens e das mulheres que suspiram e dizem: "Minha vida daria um romance!" Sobretudo dos homens. Uns chatos irremediáveis, Maria.
Os milagres sempre acontecem na vida de cada um e na vida de todos. Mas, ao contrário do que se pensa, os melhores e mais fundos milagres não acontecem de repente, mas devagar, muito devagar. Quero dizer o seguinte: a palavra depressão cairá de moda mais cedo ou mais tarde. Como talvez seja mais tarde, prepara-te para a visita do monstro, e não te desesperes ao triste pensamento de Alice: "Devo estar diminuindo de novo" Em algum lugar há cogumelos que nos fazem crescer novamente.E escuta a parábola perfeita: Alice tinha diminuido tanto de tamanho que tomou um camundongo por um hipopótamo. Isso acontece muito, Mariazinha. Mas não sejamos ingênuos, pois o contrário também acontece. E é um outro escritor inglês que nos fala mais ou menos assim: o camundongo que expulsamos ontem passou a ser hoje um terrível rinoceronte. É isso mesmo. A alma da gente é uma máquina complicada que produz durante a vida uma quantidade imensa de camundongos que parecem hipopótamos e rinocerontes que parecem camundongos. O jeito é rir no caso da primeira confusão e ficar bem disposto para enfrentar o rinoceronte que entrou em nossos domínios disfarçado de camundongo. E como tomar o pequeno por grande e grande por pequeno é sempre meio cômico, nunca devemos perder o bom-humor`.Toda a pessoa deve ter três caixas para guardar humor: uma caixa grande para o humor mais ou menos barato que a gente gasta na rua com os outros; uma caixa média para o humor que a gente precisa ter quando está sozinho, para perdoares a ti mesma, para rires de ti mesma; por fim, uma caixinha preciosa, muito escondida, para grandes ocasiões. Chamo de grandes ocasiões os momentos perigosos em que estamos cheios de dor ou de vaidade, em que sofremos a tentação de achar que fracassamos ou triunfamos, em que nos sentimos umas drogas ou muito bacanas. Cuidado, Maria, com as grandes ocasiões.
Por fim, mais uma palavra de bolso: às vezes uma pessoa se abandona de tal forma ao sofrimento, com uma tal complacência, que tem medo de não poder sair de lá. A dor também tem o seu feitiço, e este se vira contra o enfeitiçado. Por isso Alice, depois de ter chorado um lago, pensava: "Agora serei castigada, afogando-me em minhas próprias lágrimas".Conclusão: a própria dor deve ter a sua medida: É feio, é imodesto, é vão, é perigoso ultrapassar a fronteira de nossa dor, Maria da Graça.